Apresentando

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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Saudação volta às aulas 2016!

Professor Carlos

O novo calendário 2016 se inicia, e desde já saudamos todos e todas trabalhadoras e trabalhadores da Educação do Paraná, que permaneçam na resistência e continuem na luta por uma Educação gratuita e de qualidade, que os nossos sonhos tornem-se realidades, que as nossas reivindicações sejam respeitadas, que nossa profissão seja valorizada, e que a Escola tenha qualidade na sua infraestrutura e principalmente um Ensino qualificado. O que também não podemos esquecer é que hoje, 29 de fevereiro, além de iniciarmos o ano letivo, fazemos a memória dos 10 meses do massacre promovido pelo governo do estado do Paraná, ocorrido no centro cívico de Curitiba, pois um povo sem história é um povo sem memória. Quanto aos nossos alunos desejamos as boas vindas, que façam da Escola a morada do conhecimento, e a garantia de um futuro melhor, que sejam críticos e participativos.




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Para onde caminha a Marcha das Mulheres Negras.

 
Por Cidinha da Silva
 
     Depois de mais de três anos de mobilização e articulação política, mudanças na data de realização, e muito, muito trabalho, 50 mil mulheres negras, segundo a organização da manifestação, ocuparam as ruas da capital federal reivindicando cidadania plena. O ato representou as negras que compõem 25,5% da população geral, em marcha para amplificar a necessidade de erradicar os vetores principais que impedem essa plenitude, o racismo e a violência. 
     O ritmo cadenciado da Marcha foi marcado pelos passos firmes de mulheres que brotam do campo e das cidades, das águas e das florestas, dos quilombos rurais e urbanos, das favelas e palafitas, dos bairros periféricos, da falta de teto e terra, das ruas. De diferentes idades, orientações sexuais e religiosas. Foi marcado pelo grito que reivindica a construção de um novo pacto civilizatório que inclua mais de 50% da população brasileira, a parcela negra, que tem sido invisibilizada e/ou excluída do alcance das políticas públicas. 
     Esta, de 2015, foi a primeira marcha das mulheres negras brasileiras. A julgar pela garra e determinação das participantes virão outras, históricas e transformadoras como as marchas pelos direitos civis nos EUA dos anos 1960; pelo fim do Apartheid na África do Sul nos anos 1980; pelos direitos econômicos e por um tratamento digno da polícia e dos poderes constituídos à população negra, nos EUA das primeira décadas do século XXI; contra o genocídio da juventude negra brasileira na última década. (...)
 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MANIFESTO PELA IGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO: POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA, INCLUSIVA E SEM CENSURAS.

Fonte: Sociedade Brasileira de Sociologia

Enquanto grupos de pesquisas, instituições científicas e de promoção de direitos civis, as instituições abaixo assinadas vêm a público manifestar repúdio à forma deliberadamente distorcida que o conceito de gênero tem sido tratado nas discussões públicas e denunciar a tentativa de grupos conservadores de instaurar um pânico social, banir a noção de “igualdade de gênero” do debate educacional e reificar as desigualdades e violências sofridas por homens e mulheres no espaço escolar.
Signatário dos principais documentos internacionais de promoção da igualdade (como a Convenção Para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher – CEDAW; o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e da Campanha pela igualdade e direitos de população LGBT da ONU), o Brasil acompanhou a institucionalização dos estudos de gênero enquanto um profícuo campo científico nas últimas décadas e conta hoje com centros de pesquisas interdisciplinares reconhecidos internacionalmente. As discussões de gênero ganharam legitimidade científica nas maiores universidades brasileiras a partir dos anos 1970 e, desde então, têm norteado políticas públicas para garantia de igualdades constitucionais.
Ao contrário de “ideologias” ou “doutrinas” sustentadas pela fundamentação de crenças ou fé, o conceito de gênero está baseado em parâmetros científicos de produção de saberes sobre o mundo. Gênero, enquanto um conceito, identifica processos históricos e culturais que classificam e posicionam as pessoas a partir de uma relação sobre o que é entendido como feminino e masculino. É um operador que cria sentido para as diferenças percebidas em nossos corpos e articula pessoas, emoções, práticas e coisas dentro de uma estrutura de poder. E é, nesse sentido, que o conceito de gênero tem sido historicamente útil para que muitas pesquisas consigam identificar mecanismos de reprodução de desigualdades no contexto escolar. (...)