Apresentando

Apresentando
Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Mais um capítulo do golpe!




"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa" (Karl Marx 1818-1883)

Não sei o que é pior: ausentar-se de uma votação importante como essa ou votar a favor do arquivamento das denúncias que pesam contra o ilegítimo e usurpador Michel Temer. Agora cabe-nos a dar o troco nas próximas eleições e não cair mais nas “conversinhas” de campanha, pois logo estarão por aqui abraçando o povo e prometendo o “mundo e o fundo”. É preciso compreendermos que os mesmos que votaram, na ocasião do impeachment da ex presidenta Dilma, que comprovadamente não cometeu crime algum, agora cravaram o voto pelo SIM da impunidade e pela continuidade de uma velha política que ainda insiste a se perpetuar. No entanto, denúncias comprovadas com fotos, vídeos e áudios, não bastaram para convencer uma parcela do pior congresso da história republicana. Parabéns aos/às nossos/as representantes que ainda resistem e lutam diuturnamente a favor dos que mais precisam no nosso país! FORA TEMER!

 (Professor Carlos - vereador pelo PT)
                2017-2012

terça-feira, 11 de julho de 2017

Cadê o barulho das panelas?

O que me deixa mais perplexo é entender a fúria de boa parte de uma geração com menos de 30 anos nas jornadas de junho de 2013, na crítica destrutiva ao PT em 2014, nos coxinhaços de 2015 e saber que no dia de hoje, apenas um grupo de Senadoras com mais de 50 anos foi a única força social e política na defesa dos direitos trabalhistas das mais jovens e dos mais jovens, que ainda teriam pela frente muitos anos de direitos trabalhistas em suas vidas e trajetórias. Cadê todas aquelas gentes urbanas raivosas de 2013, cadê aquelas jovens mulheres líderes do MPL, tão badaladas e discutidas em 2013, tão energizadas contra os 0,20 centavos do Haddad, cadê a turma da Sininho nos protestos do Rio de Janeiro, cadê as mulheres e jovens dos coxinhaços quando souberem que nem o direito de ficarem gestantes em ambientes salubres terão, suas filhas e netas ficarão na insalubridade, precarização e terceirização, que sina para ess(e)as jovens. Cadê os manifestantes que cercaram o Congresso e o Itamaraty em tempos idos ? Cadê Marina e Luciana Genro hoje ? Alô feministas. Tudo isso também mostra a diferença imensa entre uma velha senhora como Dilma e o golpista Temer, seus ministros, seus congressistas tão misóginos e tão dispostos a roubarem o que podem dessas jovens massas trabalhadoras com menos de 30 anos de idade. Agora saberão que Dilma não era mesmo igual a Temer e o inverno do assalto, congelamento e desmonte dos serviços públicos só vai arrebentar mesmo no final desse ano.

Ricardo Costa de Oliveira, professor de Ciência Política da UFPR.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Feliz aniversário ao grande pensador das humanidades Karl Marx (18018-1883)

Hoje é aniversário do nascimento de Karl Marx. Ele nasceu em Trier (Alemanha), a 5 de maio de 1818 e faleceu em Londres a 14 de março de 1883. A propósito da data lembramos que Marx continua pra nós uma referência fundamental, de conteúdo e de forma, de visão de mundo e de postura, para pensar os desafios do momento atual na perspectiva mais radical de superação do modo de produção capitalista ou da ordem do capital. E pensar continuando Marx e não o congelando pela repetição ao cansaço de seus textos, suas ideias.
Karl Marx não foi um pedagogo ou um pensador da educação. Seu objeto de estudo e de militância foi a lógica de funcionamento estrutural da sociedade capitalista, e as possibilidades de uma revolução socialista comandada pela classe trabalhadora. Mesmo assim podemos falar de um legado específico de Marx para nós que trabalhamos com educação. Porque ele foi um pensador do todo da história, porque foi (e continua sendo através de sua obra) um grande educador dos trabalhadores e porque também se preocupou com as questões de educação e de escola da sua época. A grandiosidade de sua obra, produzida pela combinação fecunda entre disciplina de estudo e militância política, são ainda hoje uma referência obrigatória para a teoria e a prática de uma educação e de uma escola que se coloquem a serviço da transformação social e da emancipação humana.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

PROFESSOR CARLOS 13 123


PERFIL E CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES PARA TE AJUDAR A FAZER A MELHOR ESCOLHA PARA O LEGISLATIVO DE PARANAVAÍ.


 APRESENTAÇÃO

Sou o Carlos Alberto João, conhecido pela minha profissão, Professor Carlos, graduado em Ciências Sociais (Sociologia), pela UEL- Universidade Estadual de Londrina, com pós-graduação (lato sensu), em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino pela UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atualmente sou professor de Sociologia concursado da rede pública de ensino do Paraná, também leciono na rede privada. Estou diretor da APP sindicato, na pasta de Política Educacional, no momento licenciado.

HISTÓRICO

Desde muito cedo, tenho dedicado a minha vida, participando da política e da construção da cidadania, participei ativamente dos movimentos estudantis dos anos 90, fui presidente do Grêmio Estudantil Florestan Fernandes na minha Escola. Na Universidade, ajudamos a construir um amplo debate da autonomia universitária, do passe livre e das políticas neoliberais que abatiam sobre as instituições públicas de ensino na época, em 2001 veio a formatura e tudo que eu mais sonhava era poder ser Professor, porque sempre acreditei que era possível buscar uma Educação pública de Qualidade e gratuita, mas infelizmente tivemos mais um golpe da conjuntura: as disciplinas de Sociologia e filosofia ainda estavam desautorizadas pela LDB e portanto não havia aulas, pois as que tinham estavam sendo ministradas por professores de outras áreas, mas a luta e os tempos foram difíceis, tive que ir atrás de trabalho e me tornei operador de telemarketing ficando nessa atividade seis longos anos. Em 2007 veio o meu presente, fui lecionar para jovens e adultos, e já, no ano seguinte, fui chamado no meu concurso me tornando um professor de Sociologia. Leciono com paixão e comprometimento e quero ser o seu elo para melhorar os rumos da nossa educação pública e da classe trabalhadora da nossa querida Paranavaí. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Quem quer o impeachment?

"Existe um grande interesse da classe patronal em um novo governo que permita tornar a mão de obra brasileira mais barata".

O assunto é polêmico, há parcelas consideráveis da população que apoiam o afastamento da atual presidente, e há também quem o recuse com veemência. Entre estes dois setores opostos, há um número maior ainda de cidadãos que não têm uma opinião muito bem formada sobre o assunto ou sequer tem ideia do que motiva essa "guerra". Entre os que saem às ruas pedindo a saída de Dilma, muitas vezes falta informação sobre como funciona o processo, e quem assume no caso do afastamento.
Alguns fatos nos dão pistas do que pode vir junto com um impeachment.

A FIESP (que é a Federação das indústrias que reúne os patrões da indústria em São Paulo) tem apoiado os chamados "amarelos", inclusive servindo filé mignon de almoço e oferecendo a rede wi-fi para quem estivesse favorável à causa. Portanto, já temos uma pista: existe um grande interesse da classe patronal em um novo governo que permita tornar a mão de obra brasileira mais barata, com a aprovação de vários projetos que reduzem direitos dos trabalhadores, entre eles o projeto de lei que amplia as terceirizações, reduzindo salários. Não se engane: quando foi que seu patrão te deu alguma coisa de graça?(...)

Democracia

Estamos no período mais longo de democracia ininterrupta da história brasileira, portanto temos a oportunidade de aperfeiçoarmos nossos mecanismos de participação. Dilma Rousseff foi eleita com 54 milhões de votos, se dentre estes milhões o seu voto não está, espere até a próxima eleição. Se você pede a saída de alguém legitimamente eleito e que não cometeu nenhum crime de responsabilidade (única justificativa para um impeachment, de acordo com a Constituição), você está do lado de quem quer um golpe. E, diga a verdade, você quer mais um golpe na história do seu país?


terça-feira, 8 de março de 2016

"Lugar de Mulher é em todos os lugares"! Feliz dia Internacional das Mulheres!


Professor Carlos


Que este dia seja lembrado como um dia de luta e resistência contra a cultura machista, imperialista e patriarcal, que o dia também possa ser lembrado para rememorar toda a trajetória de luta travada pelas mulheres guerreiras,operárias e domésticas que não se calaram quando foram arbitrariamente silenciadas, que resistiram, mesmo sob tortura e que acreditaram que "amanhã será outro dia", como diz a canção de Chico Buarque. Contudo, quero parabenizar todas as mulheres que incansavelmente travam uma luta diária contra o preconceito e a discriminação, que sofrem a tortura física e psicológica e mesmo reconhecendo que tudo isto está arraigado em nossa cultura, acreditam na força, na união e na conscientização da nossa gente! Parabéns e que as mulheres definitivamente estejam em todos os lugares!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Saudação volta às aulas 2016!

Professor Carlos

O novo calendário 2016 se inicia, e desde já saudamos todos e todas trabalhadoras e trabalhadores da Educação do Paraná, que permaneçam na resistência e continuem na luta por uma Educação gratuita e de qualidade, que os nossos sonhos tornem-se realidades, que as nossas reivindicações sejam respeitadas, que nossa profissão seja valorizada, e que a Escola tenha qualidade na sua infraestrutura e principalmente um Ensino qualificado. O que também não podemos esquecer é que hoje, 29 de fevereiro, além de iniciarmos o ano letivo, fazemos a memória dos 10 meses do massacre promovido pelo governo do estado do Paraná, ocorrido no centro cívico de Curitiba, pois um povo sem história é um povo sem memória. Quanto aos nossos alunos desejamos as boas vindas, que façam da Escola a morada do conhecimento, e a garantia de um futuro melhor, que sejam críticos e participativos.




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Para onde caminha a Marcha das Mulheres Negras.

 
Por Cidinha da Silva
 
     Depois de mais de três anos de mobilização e articulação política, mudanças na data de realização, e muito, muito trabalho, 50 mil mulheres negras, segundo a organização da manifestação, ocuparam as ruas da capital federal reivindicando cidadania plena. O ato representou as negras que compõem 25,5% da população geral, em marcha para amplificar a necessidade de erradicar os vetores principais que impedem essa plenitude, o racismo e a violência. 
     O ritmo cadenciado da Marcha foi marcado pelos passos firmes de mulheres que brotam do campo e das cidades, das águas e das florestas, dos quilombos rurais e urbanos, das favelas e palafitas, dos bairros periféricos, da falta de teto e terra, das ruas. De diferentes idades, orientações sexuais e religiosas. Foi marcado pelo grito que reivindica a construção de um novo pacto civilizatório que inclua mais de 50% da população brasileira, a parcela negra, que tem sido invisibilizada e/ou excluída do alcance das políticas públicas. 
     Esta, de 2015, foi a primeira marcha das mulheres negras brasileiras. A julgar pela garra e determinação das participantes virão outras, históricas e transformadoras como as marchas pelos direitos civis nos EUA dos anos 1960; pelo fim do Apartheid na África do Sul nos anos 1980; pelos direitos econômicos e por um tratamento digno da polícia e dos poderes constituídos à população negra, nos EUA das primeira décadas do século XXI; contra o genocídio da juventude negra brasileira na última década. (...)
 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MANIFESTO PELA IGUALDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO: POR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA, INCLUSIVA E SEM CENSURAS.

Fonte: Sociedade Brasileira de Sociologia

Enquanto grupos de pesquisas, instituições científicas e de promoção de direitos civis, as instituições abaixo assinadas vêm a público manifestar repúdio à forma deliberadamente distorcida que o conceito de gênero tem sido tratado nas discussões públicas e denunciar a tentativa de grupos conservadores de instaurar um pânico social, banir a noção de “igualdade de gênero” do debate educacional e reificar as desigualdades e violências sofridas por homens e mulheres no espaço escolar.
Signatário dos principais documentos internacionais de promoção da igualdade (como a Convenção Para Eliminar Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher – CEDAW; o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e da Campanha pela igualdade e direitos de população LGBT da ONU), o Brasil acompanhou a institucionalização dos estudos de gênero enquanto um profícuo campo científico nas últimas décadas e conta hoje com centros de pesquisas interdisciplinares reconhecidos internacionalmente. As discussões de gênero ganharam legitimidade científica nas maiores universidades brasileiras a partir dos anos 1970 e, desde então, têm norteado políticas públicas para garantia de igualdades constitucionais.
Ao contrário de “ideologias” ou “doutrinas” sustentadas pela fundamentação de crenças ou fé, o conceito de gênero está baseado em parâmetros científicos de produção de saberes sobre o mundo. Gênero, enquanto um conceito, identifica processos históricos e culturais que classificam e posicionam as pessoas a partir de uma relação sobre o que é entendido como feminino e masculino. É um operador que cria sentido para as diferenças percebidas em nossos corpos e articula pessoas, emoções, práticas e coisas dentro de uma estrutura de poder. E é, nesse sentido, que o conceito de gênero tem sido historicamente útil para que muitas pesquisas consigam identificar mecanismos de reprodução de desigualdades no contexto escolar. (...)



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Há 60 anos, Rosa Parks se recusava a ceder lugar a um homem branco em ônibus



Há 60 anos, a costureira Rosa Parks se tornou referência na luta antirracismo nos Estados Unidos.
Na década de 50, em Montgomery, no Alabama, as leis de segregação racial ainda regiam a vida das pessoas.
E era comum que uma mulher negra ficasse escondida e em segundo plano quando próxima de uma mulher ou homem branco em algum ambiente público ou até mesmo na rua. Mas em 1 de dezembro de 1955, Parks fez história.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Imbecilidade sem limites

Simone de Beauvoir e a imbecilidade sem limites de Feliciano e Gentili


Por Djamila Ribeiro

Na última semana assistimos a um grande show de horror no Brasil. Uma questão na prova do Enem que trazia uma frase da filósofa francesa Simone de Beauvoir e o tema da redação que versava sobre a persistência da violência contra a mulher, causou falsa indignação e respostas tenebrosas por parte de alguns membros da intelligentsia (muita ironia, por favor) brasileira.
Marco Feliciano, em sua página de Facebook, desaprovou a questão. Disse se tratar de tentativa de doutrinamento e completou:
“A primeira pergunta apresentado na prova do Enen (sic) deste sábado versa sobre um assunto em que em todas as esferas legislativas de nosso país foi vencida e jogada no lixo, a teoria de gênero, algo que sutilmente tentaram nos incutir de forma sorrateira e rechaçada pelos parlamentares eleitos democraticamente pela maioria da população e que todas as pesquisas apontam como maioria de fé Cristã e conservadora”, opinou.
(...) Já escrevi sobre como o humor não está descolado dos valores da cultura, e o convidado descerebrado de Imbecili, Leo Lins, só comprovou isso ao dizer coisas do tipo: “Eu já li que a cada 12 segundos uma mulher sofre violência no Brasil, mas estou escrevendo a redação há 30 e não vi nenhuma apanhando”.
“Também é preciso ver quem fez a pesquisa... como saber se o sangue é de violência ou ciclo menstrual? Afinal, o sangue que sai de um corpo é o mesmo, não importa o buraco.”
Como disse Érico Veríssimo: “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.
As três figuras aqui citadas querem permanecer erguendo as barreiras da ignorância, do desrespeito e machismo. Façamos moinhos de vento.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Ótimas opções de Cursos no Colégio Estadual de Paranavaí


As manifestações politizadas do Papa tiveram pouca repercussão nas pautas nobres da grande mídia. Mas e se ele tivesse defendido o liberalismo de direita?

Tarso Genro*
 
Vamos imaginar uma situação diferente da que aconteceu na semana passada, na qual o Papa asseverou que o capitalismo é uma “ditadura sutil”, que a concentração monopolista dos meios de comunicação impõe “pautas alienantes” e gera um “colonialismo ideológico”, e supor o que ocorreria se o Papa defendesse a redução das funções públicas do Estado, o direito a monopolizar a formação da opinião, o mercado desregulado e o império cultural dos países ricos sobre os países pobres. Convém notar, em primeiro lugar, que as importantes manifestações do Papa tiveram escassos reflexos nas pautas nobres da grande mídia, com exceção da Folha de São Paulo, e só foram expandidas, como informação, pelas “redes” alternativas de comunicação.
Creio que se o Papa tivesse defendido as posições já conhecidas do liberalismo de direita, teríamos o início de uma nova grande campanha contra o setor público, contra os pressupostos de um Estado Social de Direito e, certamente, um novo ciclo de propaganda dos “ajustes”, que tem massacrado as camadas sociais mais pobres de todos os continentes. Se o Papa tivesse adotado as posições já conhecidas da direita liberal, teríamos um novo ciclo de lavagem cerebral, de natureza ideológica, baseada num velho princípio que informou as saídas de crises,  sob governos comprometidos com os mais ricos: na hora de bonança e crescimento concentremos renda, na hora de perdas e recessão distribuímos os prejuízos para baixo.
*Tarso Genro foi governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

sábado, 13 de junho de 2015

TEXTO: Tico Santa Cruz

Cresci numa família onde meus pais tinham uma orientação política de direita. Hoje isso é claro para mim. Sempre ouvi falar muito mal do Brizola. Das memórias que tenho dessa época - infância e início da adolescência - tanto por parte dos jornais, da TV e dos meus pais e amigos dos meus pais, a impressão que eu tinha era que o Brizola era algo próximo do Demônio, assim como suas ideias. "O cara que permitiu que o Rio de janeiro se tornasse uma grande Favela, que defendia bandido e mais um monte de afirmações que formavam uma imagem muito ruim desse homem." Até hoje, mesmo depois de ter me aprofundado em política e estudado o assunto, quando escuto o nome do Brizola, é impossível não me lembrar daquele monte de marteladas que ouvi a seu respeito. É um trabalho complexo na minha cabeça desconstruir aquela imagem. Quando conheci Darcy Ribeiro e seu projeto de Educação para o Rio de janeiro, com os CIEPS ou o Brizolão, que pretendia colocar as crianças em tempo integral nas escolas, entendi que ali havia um projeto para o País. Investir nas crianças, no tempo livre delas e em sua formação. O tempo passou e hoje vejo muitas pessoas dizendo que Brizola tinha razão. Aquela geração que foi subestimada, que não recebeu educação de qualidade, que não ficou em tempo integral nas escolas, cresceu, muitos sem qualquer qualificação e teve filhos… O ciclo bizarro que se sustenta e sustenta uma sociedade injusta socialmente e violenta. É estranho pensar que projetos de governo que tem um viés voltado para os mais pobres, para os mais humildes, para os que não recebem tanta atenção, normalmente acabam sendo mais cedo ou mais tarde massacrados. É essa confusão que me faz questionar por que rumos quero encaminhar minha energia. Porque aquilo que diziam que era "populismo" naquela época, hoje começa a ficar claro que era uma ação importante. Eu precisaria fazer uma viagem no tempo e me aprofundar nas políticas adotadas por Brizola, de uma forma geral, para saber se o que ele fez para o Rio de janeiro foi bom ou ruim - pela MINHA ÓTICA E NÃO PELO QUE ERA VENDIDO. Mas é um fato de que a sociedade Brasileira não tem o hábito de buscar e investir em projetos a longo prazo e depois fica querendo soluções imediatas. Há uma longa distância entre falar e fazer e nesse ponto os políticos são mestres e tem muito em comum. Falam mais que fazem. Mas essa é uma história que vou procurar conhecer melhor, porque parece que estou voltando a minha infância e ouvindo as mesmas coisas que ouvia naquela época. Só que hoje tenho mais recursos para saber se procedem ou se são mais uma tentativa de boicote a Justiça social que é tão importante para que o Brasil possa crescer. Acho que é algo que quero compartilhar com vocês, até para que os mais velhos possam dar seu depoimento a respeito dessa fase. Quem tinha Razão afinal?

Fonte: Tico Santa Cruz
TEXTO: Luis Guilherme Brunetta Fontenelle de Araújo

domingo, 31 de maio de 2015

A verdade sobre os salários dos Educadores (as)


Saiba como é composto os salários dos Servidores (as) da Educação Pública do Estado do Paraná, pois o Governo Beto Richa utiliza-se de dinheiro público para propagar inverdades e confundir a opinião pública no intuito de jogar a população contra os Educadores (as), não somos contra a transparência, somos contra manipulação e a maquiagem dos dados para enganar a sociedade, ora se porque o governador não é transparente com as despesas com seus comissionados, secretários e principalmente com o rombo nas contas públicas?

Nas últimas semanas, muitos perfis falsos e de assessores(as) ligados ao governo têm divulgado, nas redes sociais, salários de professores(as) e funcionários(as) da Educação. Supostamente, eles estariam tentado “desmascarar” a categoria, publicando os vencimentos destes(as) trabalhadores(as) para provar, à população, como os(as) educadores(as) ganham bem e não têm do que reclamar... Nada mais distante da realidade. Para entender como funciona a tabela de vencimentos de professores(as) e funcionários(as) de escola, veja abaixo:
Um(a) professor(a) ingressa no Estado para lecionar em salas de Ensino Fundamental nos anos finais (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio. É obrigatório possuir Ensino Superior (Licenciatura Plena). Este salário é de R$ 1.236,62 por 20 horas ou R$ 2.473,24 por 40 horas. Um advogado, por exemplo, que ingressa no Estado com mesmo grau de escolaridade recebe o valor de R$ 3.194,45 para trabalhar por 40 horas, ou seja, 22% a mais que um(a) professor(a).
Este professor só pode avançar na carreira após três anos de estágio probatório, ou seja, durante este período ele fica com o salário congelado. A cada dois anos, o(a) professor(a) pode avançar até três classes na carreira (com avaliação de desempenho e cursos que participou), o que significa que pode ter direito até 5% de reajuste (em cada classe). Mas nem isto é garantido neste governo que, nos últimos anos, tem atrasado a implantação e pagamento dos avanços na carreira.

Saiba mais clicando site da APP Sindicato.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Lições da Greve


A greve dos servidores da Educação da Rede Pública do Estado do Paraná, completa hoje 24 dias, é a  segunda do ano de 2015 e a terceira da Gestão do atual governador.   A nossa greve tem muito a nos ensinar, ela tem sido pedagógica em todos os momentos, experimentamos sentimentos e emoções nunca vivenciados. Vimos de longe e de perto o ódio, a covardia e o descaso, daqueles que deveriam cuidar, proteger, enaltecer e defender uma expressiva categoria formada por pessoas, homens e mulheres que escolheram para o seu ofício, servir, educar e formar cidadãos e cidadãs para o pleno exercício da cidadania. Contudo, tivemos a certeza que o Ensino acontece também fora da sala de aula, além de conquistas na derrubada de secretários inimigos da Educação, conseguimos que o  nosso grito ultrapassasse os muros da Escola, mexeu com a sociedade, estremeceu corações e mentes, muitos se sensibilizaram para compreender a nossa luta por uma Educação Pública Gratuita e de Qualidade, mas como tudo não são flores, todo Movimento Social intenso, ideológico e organizado também desperta os reacionários, pessoas desprezíveis intelectualmente incapazes de debater ideias e propor soluções, vivem na escuridão de suas viseiras, oportunistas, usam a democracia como discurso mas querem distância do povo, seus maiores medos: a força popular organizada. 
Com essas palavras quero também me referir a uma tentativa torpe de alguns rapazes, daqui de Paranavaí, um deles, para minha surpresa, assessor parlamentar daquele que se diz "Representante do Noroeste", o Deputado Estadual Sebastião Medeiros, que coloram postagens nas redes sociais demonstrando a remuneração de Professores (as), no qual eu me incluo, mas como se não bastasse a visualização dos nossos vencimentos, redigiram um texto infame que se propagou de forma extremamente negativa, tentando fazer com que a sociedade se voltasse contra os Educadores (as) tentando a todo custo desqualificar a nossa greve, que na verdade, todos nós sabemos, que não tem sido por aumento salarial, mas por manutenção e respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, e que se abrirmos mão hoje, amanhã sofreremos a retirada de mais algum direito e se pararmos de lutar, em outro momento, muito em breve não teremos mais Escola Pública e nem Universidade Pública. Neste sentido repudiamos tal atitude de quem não conhece a a história da nossa luta que recentemente completou 68 anos, aqui no Estado do Paraná, somos uma categoria que conquistamos, a duras penas, o nosso plano de carreira, que a dois meses o governador queria retirar, somos Educadores (as) e temos orgulho, estudamos muito, somos concursados, e ganhamos pouco pela missão que temos pela frente e pela responsabilidade de formar para as próximas gerações, por isso, convido vocês que acreditam mesmo que os professores são bem remunerados, façam a nossa rotina por uma semana apenas, fica aí a reflexão! Concluindo, quero dizer que toda sociedade nesse momento sofre com a gente, pedimos aos pais e aos alunos que somem conosco para pedirmos a retomada do diálogo que ficou só no discurso, são quase um milhão de alunos em todo Estado que deveriam estar nas ruas clamando, pedindo para que o Governo tenha mais respeito com a Educação e com seus Educadores (as), somente o governo Beto Richa e sua equipe pode resolver o impasse que ele mesmo criou pela falta de proposta e de diálogo, QUEREMOS MENOS BALA E MAIS GIZ! e vamos firmes que a Greve continua e a próxima aula é sobre CIDADANIA e vai acontecer na rua!

Professor Carlos


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Povos indígenas no Brasil, onde?


 Dia do Índio no Brasil, é uma data "comemorativa" quase extinta, salvo algumas exceções, nada de concreto que ultrapasse o dia 19 de abril. As nações indígenas desaparecendo em ritmo acelerado, terras que ainda precisam ser homologadas, tribos "destribalizadas" pela ideologia dos dominadores, vasta e desenfreada urbanização e aumento de áreas dedicadas ao agronegócio, são fatores quase invisíveis aos olhos de grande parte das autoridades políticas e do povo brasileiro. Diante desse quadro conjuntural, nas escolas por exemplo, quase não se sabe quem são, onde estão e o que fazem além de "dançar a dança da chuva e se encherem de penas" . Ora, o que esperar, de uma educação que não busca a emancipação dos educandos, não forma para a cidadania, pois estamos cada vez mais preocupados com a sonda que está em marte do que conhecer os nossos irmãos indígenas, que moram a poucos quilômetros, no Paraná, por exemplo, temos três grandes nações indígenas: Guarani, Kaingang e os Xetá. Contudo, acredito no papel da Educação transformadora, que contribua para derrubar paradigmas, ideologias e esteriótipos que possam atrapalhar o entendimento e principalmente as nossas futuras relações humanas entre todos os povos.

(Professor Carlos - Sociologia)

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  a população indígena do Brasil é de 896,9 mil pessoas, distribuída em 305 etnias e 274 idiomas diferentes.
Mapari é a maior das três áreas, tem 157,2 mil hectares e está localizada entre os municípios de Fonte Boa, Japurá e Tonantins, no Amazonas. Os índios Kaixana habitam a terraA terra indígena Setemã pertence aos índios Mura e ocupa os municípios de Borba e Novo Aripuanã (AM). Possui área de 49,7 mil hectares.

Fonte: Portal Brasil

sábado, 28 de março de 2015

Número de filhos de beneficiários do Bolsa Família tem diminuído, diz pesquisa

PRECONCEITO
Os números de filhos até 14 anos por mulher, colhidos nas sucessivas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad),  do IBGE, mostram que não passa de preconceito a visão de que as mães beneficiárias do Bolsa Família procuram ter mais filhos para receber mais dinheiro do governo. O pagamento por filho até 15 anos de idade é de R$ 35 mensais.
O valor pode chegar até R$ 77, no caso das famílias extremamente pobres, sem nenhuma renda. “Atribuem aos mais pobres um comportamento oportunista em relação à maternidade, como se essas mães fossem capazes de ter mais filhos em troca de dinheiro. Isso é puro preconceito”, analisa a ministra do  Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“Quem diz isso não pensa quanto custa ter um filho. É óbvio que este valor não paga o leite da criança e as despesas que virão depois. Além disso, o preconceito parte do princípio de que o que move as pessoas para a maternidade ou a paternidade é apenas uma motivação financeira”. (...)
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