Apresentando

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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Para onde caminha a Marcha das Mulheres Negras.

 
Por Cidinha da Silva
 
     Depois de mais de três anos de mobilização e articulação política, mudanças na data de realização, e muito, muito trabalho, 50 mil mulheres negras, segundo a organização da manifestação, ocuparam as ruas da capital federal reivindicando cidadania plena. O ato representou as negras que compõem 25,5% da população geral, em marcha para amplificar a necessidade de erradicar os vetores principais que impedem essa plenitude, o racismo e a violência. 
     O ritmo cadenciado da Marcha foi marcado pelos passos firmes de mulheres que brotam do campo e das cidades, das águas e das florestas, dos quilombos rurais e urbanos, das favelas e palafitas, dos bairros periféricos, da falta de teto e terra, das ruas. De diferentes idades, orientações sexuais e religiosas. Foi marcado pelo grito que reivindica a construção de um novo pacto civilizatório que inclua mais de 50% da população brasileira, a parcela negra, que tem sido invisibilizada e/ou excluída do alcance das políticas públicas. 
     Esta, de 2015, foi a primeira marcha das mulheres negras brasileiras. A julgar pela garra e determinação das participantes virão outras, históricas e transformadoras como as marchas pelos direitos civis nos EUA dos anos 1960; pelo fim do Apartheid na África do Sul nos anos 1980; pelos direitos econômicos e por um tratamento digno da polícia e dos poderes constituídos à população negra, nos EUA das primeira décadas do século XXI; contra o genocídio da juventude negra brasileira na última década. (...)
 


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