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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Juventude não quer só comida quer também 10% do PIB para Educação

Por Patrick Baptista
A educação no Brasil historicamente tem sido um privilégio de uma pequena parcela (rica) da população brasileira. É recente em nossa história a frequência das classes populares aos bancos escolares. A lógica sempre funcionou da seguinte forma: existem uns que nascem para pensar, e aí mandar; e outros para trabalhar, e então obedecer.
A universalização do ensino público não garantiu a permanência dos trabalhadores e de seus filhos nas escolas, que em muitos casos foram obrigados a deixar de estudar para contribuir com a renda familiar. Programas como o Bolsa Família e o de combate a miséria no país evidenciam o esforço da sociedade brasileira em resolver a problemática. Assistimos os avanços que o Brasil teve nos últimos anos. No entanto, essa problemática está longe de ser sanada, pois não é apenas a permanência de crianças nas escolas que resolverá o problema do déficit educacional. A juventude cada vez mais vem sendo alijada do direito à educação, pois compartilha do mesmo problema. Programas como o Projovem miniminizam o problema, mas está longe de atingir a maior parte de jovens que evadem das escolas para trabalhar.
Outro grave problema é a desvalorização dos educadores, que a cada dia se tornam sinônimo de atividade profissional que passa longe dos sonhos da juventude brasileira. Isso porque os baixos salários, inadequadas condições de trabalho e perspectiva de ascensão na carreira incerta levam ao desestímulo e constante processo de precarização da profissão e carreira docente.

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