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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A arapuca do debate da Globo. O problema é a edição

Por Paulo Henrique Amorim


Os debates na televisão brasileira são irrelevantes – para dizer pouco.
E por que ? Porque os partidos e os candidatos nao confiam na imprensa brasileira e não deixaram jornalistas fazer peguntas, com direito a follow-up.
Candidato não sabe fazer pergunta.
Candidato faz pergunta para responder ele mesmo, na volta.
Quem sabe fazer pergunta é jornalista isento, sério.
Desde que ele tenha o direito a fazer a pergunta seguinte à resposta.
Não adianta um jornalista perguntar sobre a maracutaia da concorrência do metrô de São Paulo e o Serra responder sobre Nossa Senhora da Aparecida.
O jornalista tem que ter o direito de ir para a réplica, o follow up: mas, pera ai, santinho do pau oco … a pergunta era sobre a carta marcada da concorrência do metrô que o senhor administrou.
Hoje, no Brasil, realizou-se a proeza de tirar o jornalista do jornalismo.
Porque os jornalistas do PiG (*) não prestam.
Para evitar desgaste, os partidos e candidatos desidrataram o debate.
Sobra a edição do debate.
E aí a Globo é imbativel.
Numa boa mesa de edição, a Globo já mudou o rumo de duas eleições, a partir de debates.
O mais recente foi em 2006, quando o Ali kamel produziu sua “finest hour”: levou a eleição para o segundo turno do Lula contra o Alckmin, ao mostrar o dinheiro dos aloprados e a cadeira do Lula vazia no debate da Globo.
Ele conseguiu passar a ideia de que o Lula tinha fugido do dinheiro dos aloprados.

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