Apresentando

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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Operação Tapa-buracos, mas na Educação não!

De acordo com uma determinação recebida semana passada da Secretaria de Recursos Humanos da SEED, os professores que estão atuando nos Núcleos Regionais de Educação deverão assumir as salas de aulas nos casos de falta de professores. Essa medida, está tirando o sono daqueles profissionais que estão afastados a muito tempo da rotina da escola, como preparar aula, preencher livros de chamadas, corrigir provas e trabalhos, sem falar dos pedagogos (as) que também poderão assumir as aulas, deixando suas atividades de supervisão e acompanhamento pedagógico. Mais uma vez a Qualidade na Educação, deixa de acontecer. 
Quanto ao Núcleo Regional de Educação de Paranavaí, um levantamento já sendo feito nas Escolas do Município, e de toda região. Segundo o documento encaminhado pelo Recursos Humanos da SEED, os documentadores e pedagogos deverão assumir as aulas e caso não consigam resolver a falta, de professores, o Núcleo ficará responsável em assumi-las, pra cidade de Paranavaí as disciplinas que mais precisam, são de Geografia, Língua Portuguesa, Ciências e Matemática.
Faltando menos de um mês de aula para encerrar o ano letivo essa medida pode ser a única solução encontrada pela SEED e com isso perde o aluno e compromete a Qualidade do Ensino Público do Estado do Paraná, considerado um dos melhores do Brasil. 

2 comentários:

Anônimo disse...

PROF.O QUE ACHAS DE ESCOLA PÚBLICA COM GESTÃO PRIVADA proposta americanacombina competição para melhorar o nivel de ensino

Professor Carlos disse...

Olá, Anônimo (a)
Este é um assunto muito interessante e cabe uma ampla discussão, talvez possamos comentar mais em outra oportunidade.
O Brasil de fato, está longe de ter uma Educação Pública adequada, de qualidade, muitos são os problemas, mas confesso, que qualquer parceria público-privada e gerenciamento privado, no campo da educação, me assusta, talvez porque eu ainda resista em ser um idealista convicto, um educador dedicado que acredita na Educação emancipadora do indivíduo, precisamos pelo menos nos igualar com os investimentos educacionais do Chile, por exemplo. A tal proposta americana pode dar certo lá, onde o capital é soberano, mas não temos certeza que dará aqui no Brasil, acredito que temos experiências significativas de bons resultados em Escolas Públicas, de países muito próximos como Uruguai, Chile Portugal e outros. O Problema é que sempre achamos que o caminho mais fácil seja a solução, porém o prático nem sempre é o certo. De certa forma não tenho uma opinião dogmática a respeito, sou a favor do debate das idéias e desde já quero parabenizá-lo (la) pela questão levantada no meu singelo blog. Um grande abraço!