Apresentando

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Apresentando os clássicos da Sociologia ao meu lado. Da esquerda para a direita: Karl Marx, Èmile Durkheim, Max Weber e Florestan Fernandes

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Questão racial não pode ficar preso ao senso comum.

Esta semana, mais precisamente no próximo dia 20, comemora-se o dia Nacional da Consciência Negra, portanto, vamos aproveitar para realizarmos algumas reflexões que nos aflige acerca deste tema, tão importante e necessário para os dias atuais. Enquanto muitos preferem uma discussão no âmbito do senso comum, vamos propor uma série de artigos e vídeos que evidenciam uma reflexão sociológica e racional, pois quando se fala em consciência, estamos falando de indivíduos e ao falar de indivíduos estamos nos referindo às sociedades ou uma sociedade específica, neste sentido vale lembrar Durkheim que se referia aos fatos sociais como coisas, ou seja, sem nenhuma intervenção cultural, dogmática, desprovida de qualquer paixão humana, apenas científica.
Para ilustrar a discussão acerca da questão racial, recomendo a leitura do livro intitulado: Uma gota de Sangue: uma história do pensamento racial, escrito pelo Sociólogo e Geógrafo Demétrio Magnoli e professor da USP. Nesta obra recentemente lançada, o autor descreve em detalhes a história dos personagens que inventaram a raça e a dos que lutaram contra essa invenção. É a história do encontro do Mito da Raça com a Política. Vale a pena conferir e sugerir como leitura para aqueles que gostam de aprofundar um pouco mais nas questões que envolvem raça e preconceito. 

Assista um pequeno vídeo, onde o sociólogo Demétrio Magnoli é entrevistado para falar sobre o livro.


2 comentários:

Luiz Domingos disse...

Salve Carlos!
a disposição para esse debate é fundamental, principalmente para sair do senso comum. Entretanto, esse sociólogo é um reconhecido combatente das cotas raciais em qualquer instância. E nesse ponto, ele apregoa certas teses que são, em essência, a defesa da manutenção do atual estado de diferença de oportunidades entre negros e brancos. Afirmar que as diferenças étnicas é reultado de construções históricas parece servir, no argumento dele, para afirmar que negros e brancos convivem bem no 'racismo à brasileira'. E isso é omitir as drásticas desigualdades resultantes da cor da pele. Aqui uma bela resenha do livro do Magnoli: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2609200922.htm

Abraço

Professor Carlos disse...

Grande amigo Domingos,

Primeiro, é uma honra ter um comentário seu no meu blog, aliás somos amigos de infância e mais ainda, nos tornamos companheiros de profissão, professor e sociólogo.
A proposta de levantar um debate acerca do tema das cotas raciais, é uma idéia que vem dando certo, principalmente com alunos do ensino médio. No espaço do blog, pensei em iniciar com o polêmico livro do Sociólogo Demétrio, que na minha opinião, é um sociólogo burocrático longe dos grandes embates que consideram a diferença algo ainda a superar, ele coloca nos seus textos realidades de sociedades que não tiveram e não tem a mesma lógica da sociedade brasileira, quanto as cotas, estamos discutindo, de forma gradual, com alunos e professores e em breve estaremos propondo a participação junto aos movimentos sociais. A minha intenção é propor uma discussão um pouco mais aprofundada a respeito das cotas e tenho escolhido, não por acaso, algumas falas do sociólogo Demétrio, que todos sabemos, tem se esforçado para distanciar-se das desigualdades cruciais entre negros e brancos, no mais, sou a favor das Cotas Sociais e tenho uma grande preocupação com esse tema, porque o risco é muito grande de cair no senso comum, algo que já acontece, e outro medo, é que as pessoas possam se embriagar com discursos fáceis, preconceituosos e demagógicos com em relação a esse tema. Um grande abraço!